sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

E depois do Rap, some other "good vibrations"...

Um excelente fim-de-semana para todos... have fun! :-)

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Dos genes.

Como pode uma mãe dura de ouvido,
que não sabe desenhar e
que apenas consegue escrever letras
(no que respeita ao aproveitamento das potencialidades de um computador),
ter uma pré-adolescente
(faço questão de sublinhar o pré, apesar de ela ter menos um cm do que eu - que tenho 1,70 - e calçar um número acima do meu - que calço o 40),
dizia eu,
como pode uma mãe assim ter gerado uma pré-adolescente que é a melhor aluna de EV?
E uma das melhores de informática?
E de música?
E que hoje deu um show de Rap que até o professor ficou embasbacado?
(e eu, quando ela me reproduziu o show, há pouco...)
Yep, são os genes, ainda que por via indirecta: os meus irmãos são todos assim.
E eu sou a ovelha negra da família... buáááá!
:-)

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Do tempo.

Eu ia postar sobre o desespero de ter o automóvel na oficina (não sei por quanto tempo) e de não ter ainda decidido como vou levar as meninas às escolas, amanhã (estou a demorar quase uma hora em trajectos de casa para as escolas e para o trabalho).
Mas depois li isto e lembrei-me de um poema de Michel Quoist (Poemas para Rezar) que o meu pai recitava (e do qual decorei uma frase...).
Deixo-vos este pedaço.

*
(...)
Assim correm todos os homens atrás do tempo, Senhor.
Passam correndo pela Terra
apressados,
atropelados,
sobrecarregados,
enlouquecidos,
assoberbados,
Nunca chegam, falta-lhes tempo,
Apesar de todos os esforços, falta-lhes tempo,
Falta-lhes mesmo muito tempo.

Com certeza, Senhor, erraste os cálculos.
Há um engano geral:
Horas curtas demais,
Dias curtos demais,
Vidas curtas demais.

Tu que estás fora do tempo, Senhor, sorris

ao ver-nos assim brigar com ele,
E sabes o que fazes.
Não te enganas quando distribuis o tempo aos homens,
A cada um dás o tempo de fazer o que queres que faça.

Mas é preciso não perder tempo,
não esbanjar tempo,
não matar o tempo,
Pois o tempo é um presente que nos dás.
Presente perecível,
Um presente que não se conserva.

Tenho tempo, Senhor,
Tenho todo o meu tempo,
Todo o tempo que me dás,
Os anos de minha vida,
Os dias de meus anos,
Os minutos de meus dias,
São todos meus.
Cabe-me preenchê-los tranquilamente,
calmamente,
Mas preenchê-los inteirinhos, até à borda,
Para dá-los a Ti
– e que, da água sem sabor,
faças um vinho generoso
como outrora, em Caná,
fizeste para as bodas humanas.

Nesta noite eu não te peço, Senhor, o tempo de fazer

isto e depois aquilo,
Peço-te a graça de fazer,
conscienciosamente,
no tempo que me dás, o que queres que eu faça.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Só para maiores de... 40 anos!

Este é um blog familiar, que respeita a moral e os bons costumes. Não obstante... não resisto a postar uma brincadeira que me enviaram.
Claro, com a advertência de que só pode ser visto por maiores de... de... 40 anos (risos).
E com o esclarecimento de que a autora deste blog não se responsabiliza por quaisquer indisposições ou pelo conteúdo dos comentários (que, aliás, serão censurados).
Dixit.
*
E agora, espreitem lá isto...
:-D

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Crepúsculo

Nadie nos vió esta tarde con las manos unidas
mientras la noche azul caía sobre el mundo...
(Pablo Neruda)
(não se autoriza a reprodução desta imagem)

Síntese do fim-de-semana.

Acordar tarde, aninhada em palavras, sorrisos, gargalhadas.
Adormecer tarde, aninhada em palavras, sorrisos, gargalhadas.
(algures, entre sábado e domingo, passear a pé à beira-mar, comer gelados, almoçar e jantar em família).

domingo, 1 de Novembro de 2009

VIVA!

Até agora tenho-me conformado (mal) com o facto de muitos dos que amo serem do Sporting. Pois bem, resolvi mudar este triste estado de coisas e nem a derrota de ontem me fez vacilar (nem a mim nem a um dos piratas júnior que, nos últimos dias, já se passou para este lado :-D)
A coisa vai lá (e nada como esta música para acelerar as batidas de um coração vermelho)!

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Porque antes de ontem foi segunda-feira, ontem terça-feira, hoje é quarta-feira...

... e porque, apesar de estar cheeeeiiiinha de trabalho, ainda posso perder uns minutos de hora a hora a olhar para esta obra de arte...!
Ladies, observem com atenção, fechem os olhos, relaxem e sorriam, que o dia agora vai começar a correr bem...
:-D

(imagem retirada da net)

ADENDA: E porque hoje é sexta-feira e eu mereço um bom descanso, mantenho este cavalheiro aqui, a olhar para mim... hum... delícia... hã.... hum... ah!, sim... um excelente fim-de-semana para todos vós :-D

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Direito de resposta.

Diz-me a Luísa que «Até já vi, Fugi, fazer revoltante DISCRIMINAÇÃO com rosas, jogando com as respectivas cores! Chamam-lhe discriminação positiva… ;-D»
Pois saiba que não se trata de discriminação positiva mas de pura, simples e dura DISCRIMINAÇÃO mesmo, completamente assumida; era o que mais faltava tratar-se de forma igual o que não é igual! - inserir, s.f.f., olhar verde fulminante e assertivo, acrescido de um ligeiríssimo grrr, só para dar um efeito mais profundo às palavras...
*
(como se vê, no que respeita a rosas e outras flores - e, ainda, outros assuntos que me abstenho aqui de elencar - sou muito, mas mesmo muito ciosa dos meus direitos :-D)

Nada mais do que isto.

Para mim foi mesmo uma estrada (e não uma metáfora): eu estava sossegada, acomodada do lado de cá, e não sei dizer quando é que tudo mudou. Só sei que a vontade começou de mansinho e, de repente, quis, ousei e soube atravessar a estrada.
Não, não fui atropelada. E seguindo um novo caminho dou por mim a murmurar:
- Valeu a pena? Sim, completamente!

domingo, 25 de Outubro de 2009

Amar é permitir-me

ousar querer, ousar saber, ousar calar;
querer ousar, querer saber, querer calar;
saber ousar, saber querer, saber calar?
*
(a propósito de um artigo que li)

sábado, 24 de Outubro de 2009

Bom fim-de-semana

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Talk, talk, talk...

Num destes regressos a casa interpelei-a, mais uma vez: - Então, como correu o dia?, o que fizeste?, sem esperar resposta. Inesperadamente recebo um - A estudar com a Maria João... desprendido, enquanto olha pela janela e exclama - Olha tão giiiro, um cavalo!
Surpreendida, baixei de imediato o som da música e insisti - Foi? E o que estudaste? Cavalo?, onde está o cavalo?
-Mãããe, põe a música, fáxavor!!!
E assim acabou a conversa, mostrando-me que exagerei no tanto que queria saber :-)
(Noto-a diferente, mais crescida, a verbalizar muito para além do kit-básico-de-sobrevivência: interessa-se por saber onde está a irmã, o que vai acontecer, tece comentários rápidos com um humor excepcional que continua a deixar-me sem palavras, diz-me o que vai fazer, responde ao que lhe pergunto... enfim, creio que finalmente começa a perceber que a linguagem é um instrumento de comunicação. Uma hora e um quarto todos os dias, de manhã, a fazer de motorista... mas ainda não me arrependi de a ter mudado de escola)
*
Ontem fez mais um livro: seis folhas brancas que preencheu com figuras do Noddy - que retirou da net e imprimiu - desenhos dela e uma estória de um Noddy, um Sr. Lei e um Mafarrico que dão cabo de uma bruxa má que tem uma maçã e todos vivem felizes para sempre (vou tentar digitalizá-lo mas neste momento é tarefa impossível, que ela não o larga nem para se ir deitar :-D).

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

21 de Outubro de 2006

Há três anos trabalhei num sábado...
*
*
«Vivos, inquietos, dois pequeninos olhos mediam o perigo e calculavam as probabilidades de salvação. Nada. Atrás, a parede; dos lados, a carneira dos tratados; em frente o juiz.
Condenar… A desgraça é que precisamente quando a sentença vinha, a razão estava sempre do lado do criminoso. Indefeso, todo o ser tem razão. Descida à pequenez dum rato, a humanidade ficou ali à espera.
E Bernardo apagou a lâmpada.»
(Miguel Torga – O Juiz, Pedras Lavradas)
*
Pay my respects to grace and virtue
send my condolences to good
Give my regards to soul and romance
They always did the best they could
And so long to devotion
You taught me everything I know
Wave goodbye
Wish me well
You got to let me go...
*
*
Are we human?
Or are we dancer?

Para ti, que me disseste hoje que és feliz.

A felicidade?: encontramo-la em pequenos momentos que encaixamos em pedaços do nosso coração e ali vão ficando até ternurentamente nos interpelarem, muito de mansinho, abraçando-nos a alma, despertando-nos para a vida, pedindo-nos para fazerem connosco, sempre, de mãos dadas, o caminho que temos pela frente.
Fazendo-nos sorrir e, sim, até chorar, quando percebemos que, às vezes, de tão cansados que estamos, nem reparamos que... somos felizes.
:-)

Cumprimento matinal...

... do cavalheiro com quem trabalho:
(entrando devagarinho pelo meu gabinete)
- Está melhorzita?
- Hum... hoje parece que piorou...
(ele, recuando de imediato)
- ... muito ligeiramente, nada de grave...
(ele, avançando de novo e, enquanto nos cumprimentávamos, disparou)
- Faz anos quando?, em Fevereiro?
- Sim, respondi.
- Hum... já vai tarde... mas há o Natal...
- Ahn?
- Vou oferecer-lhe uma burca; assim ficamos os dois mais descansados!
*
*
*
Bom dia a todos, sem atchins mas com uma ligeira tosse e, sobretudo, muito cansaço e vontadinha de dormir...
:-)

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Aviso.

Está mais frio e... os edredons voltaram hoje para as camas!
(risos abafados - ai que alguém vai morrer de calor)

O relato

acrisolado (há quanto tempo eu queria usar esta palavra...) do jantar, em forma de acta, está aqui.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Da admiração e da impaciência.

Uma das pessoas que tive o prazer de conhecer pessoalmente este fim-de-semana é um homem de sorriso pronto, afável, alegre, que me conquistou nos primeiros segundos em que nos cruzámos. Leio-o há pouquíssimo tempo e, talvez por isso, não tinha ainda construído uma imagem muito clara a seu respeito.
Admiro profundamente quem tem a capacidade de sorrir, de continuar a sorrir tão genuinamente, depois de perder quem ama; de se preocupar com os Outros (independentemente de viverem, ou não, a mesma situação que ele viveu - ... vive, ainda que de forma tão equilibrada e sã).
E espanto-me mais (e tenho cada vez menos paciência) com quem, perante perdas tão mais pequenas - serei injusta? mas apetece-me dizer tão, mas tão insignificantes -, vive envolto em amargura e acidez.
De facto, é a forma como reagimos à adversidade que (também) nos distingue...

Resposta.

Há um ano perguntaram-me, aqui, «em que pé estamos… ;-)»?

Hoje respondo que estamos, com os pés bem assentes na terra e o olhar pousado nas nuvens (porque o romantismo não me larga), com um sorriso que se estende pelo rosto, cientes de que «seremos o que fizermos juntos» (Carta a D., de André Gorz).

domingo, 18 de Outubro de 2009

Adivinhem com quem jantei ontem :-)

Foi uma semana especialmente cansativa, com um fim-de-semana repartido entre a vontade de que chegasse depressa um jantar real em substituição de um jantar virtual a que me acostumei a ir aos domingos, e uma noite mal (porque acompanhada de uma gripezinha daquelas que nem a cama nos sossega) e pouco (que me deitei tardíssimo) dormida.
Serei talvez estranha, mas mesmo em relação aos que me são mais próximos não costumo deter-me nos rostos quando, não os tendo ao meu lado, neles penso. Sinto-os, apenas.
Talvez por isto se compreenda que nunca perdi tempo a imaginar os rostos de quem leio na blogosfera. Procuro antes imaginar-lhes a maneira de ser e de actuar, procurando perceber até que ponto a escrita o revela, ou não, verdadeiramente (porque, precisamente, a escrita muito revela, há sempre quem saiba, inteligentemente, manipulá-la…).
É verdade que, em geral, escapa um pormenor ou outro mas, mais uma vez, confirmei o que achava que a escrita me revelava. Aliás, se tive surpresas foram pelo lado positivo, por ter visto e sentido mais e melhor do que tinha lido.

Sei que, cada vez mais, vou por aqui expondo partes de mim e da minha vida, e que isso tem sempre um lado bom e outro pior. No entanto, aquele tem compensado em muito este e, enquanto assim for, vou continuar a escrevinhar e a passarinhar por este mundo virtual, cada vez mais real.

Obrigada a quem nos recebeu a todos com um sorriso tão grande; um enorme abraço a quem já conhecia e a cada um dos outros que tive o prazer de conhecer.
A quem me acompanhou (e que a Vida, apesar das mil e uma oportunidades para nos fazer cruzar os caminhos, optou por fazê-lo da forma mais inesperada) um Beijo.

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Aquele abraço


A GJ enviou-me do Brasil este abraço ternurento que retribuo, sorridente, com a música infra ;-)
*
Com o abraço são-me feitas as seguintes perguntas:
1. Quem mais gostas de abraçar?
As minhas filhotas e o meu pirata (com elas sinto-me protectora, com ele protegida) e todos os que amo e a quem me sinto ligada por laços fortíssimos de amizade.
2. Quem nunca abraçarias?
Não sou capaz de o dizer: desconheço os meus limites no que respeita à (in)capacidade de recusar um abraço que me fosse pedido.
3. Quem davas tudo para abraçar?
Quem já perdi.
*
Envio um abraço virtual que, espero, se transforme num real e carinhoso no prazo máximo de 48 horas (estou exigente ahn? ;-) ) à Luísa, Ana Vidal, Rita Ferro e Rita Vasconcellos
e outro, ainda virtual, à Júlia, esperando que em breve regresse em força :-)

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Do Amor IV

É da minha natureza, acho, mas tem sido aperfeiçoado ao longo dos anos pela profissão: observar meticulosamente as pessoas. Testá-las, comparando as palavras ditas e a postura física: a forma onde colocam os braços, as mãos, os ombros, o peito, as pernas, a maneira como olham e se me olham olhos nos olhos, o sorriso... Ah!, sobre o sorriso há muito a dizer: é um sorriso que se estende pelo rosto, que se reflecte com um brilho especial no olhar?; ou é um sorriso de lábios, ainda que doce e terno?; ou triste?; ou é apenas um esgar, mais ou menos bem treinado?
Engano-me? Oh sim!, nesta profissão não tenho pretensões de achar que acerto sempre (percebi-o logo quando observei um colega - com treino de teatro - a participar numa simulação com vários outros de tal maneira brilhante que eu - eu e todos os que assistíamos - teimava em querer achar que parecia… parecia verdade) mas, ainda assim, tenho um índice elevado de confiança neste meu sentido de observação.
E vem isto a propósito do seguinte. A educadora de ensino especial que começou a acompanhar logo no infantário a minha mais nova (uma das pessoas que está para sempre no meu coração) revelou-me, antes das férias, que queria adoptar um filho. Mas queria um bebé. Tinha, legitimamente, receio das crianças mais velhas, porque muito mais sofridas, muito mais doridas. No entanto, a proposta, ao fim de quase um ano de espera, era uma criança de sete anos e ela estava sem saber o que fazer, com vontade de responder que não. Perguntou-me o que eu achava.
Eu? :-) Eu ia conhecer o menino de sete anos, respondi-lhe.
Ontem vieram a minha casa.
Olhei-a disfarçadamente. Tem um ar cansado mas há uma centelha no seu olhar reconhecível a léguas, de quem começa a descobrir e a amar o Outro, no meio do carrossel de emoções onde pequenas alegrias se misturam com dor e incerteza.
Ele? Um controle de emoções bastante treinado, uma postura de resguardo implacável do seu espaço. Dei-lhe tempo e a dado momento interpelei-o por duas vezes de forma inesperada, fugindo ao formato expectável. Apanhei-o de surpresa das duas vezes e das duas vezes recebi, de forma espontânea, um belíssimo sorriso, daqueles que se estendem por todo o rosto.
E sosseguei-me porque percebi que aquela alma ainda tem muito para moldar e aquele coração tem muito, muitíssimo espaço para o Amor.

Porque esta é uma das nossas favoritas.



Poderá a distância separar-nos realmente dos amigos?
Se quiseres estar com alguém, não estarás já lá?
(Richard Bach - Não há longe nem distância)
*
*
*
(e não há mesmo; nem longe nem distância)

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

E dura...

Às vezes pergunto-me se não tenho de reformular conceitos. Por exemplo, o de que a paixão é um sentimento passageiro.
Será?! Se calhar não é. Ou depende. Ou então já se pode usar pilhas duracell, porque há sempre aquela que dura, e dura, e dura...

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Ameno dori me

Da vida.

«A vida só se compreende mediante um retorno ao passado, mas só se vive para diante.» (Kierkegaard)
*
Uma excelente semana para todos!
(ah!, faz um ano que andei a fazer mudança de casa e a montar móveis; é a vida a seguir...)

domingo, 11 de Outubro de 2009

Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Desde as férias que iniciei o processo-maior-autonomia que consiste, entre outras coisas, em deixá-la fazer percursos cada vez mais longos pela cidade, sozinha. Depois de ter feito a viagem meia-dúzia de vezes com a avó, e depois de muitas súplicas, nesta sexta-feira que passou deixei-a, finalmente, regressar do colégio para casa de autocarro, alone...
Correu muito bem (sem que eu deixasse de acompanhar todos os passos, minuto-a-minuto, by tm, como uma verdadeira mãe-galinha-que-não-deixa-as-crias-respirarem...).
Eis como ela o ilustrou (pediu-me para o postar; é com orgulho que anda a contar a novidade a toda a gente) - basta clicarem por cima da imagem.
:-)
(não se autoriza a reprodução desta imagem)

sábado, 10 de Outubro de 2009

Da franqueza...

dela...

e dele...
(imagens retiradas de Baby Blues, vol 11, de R. Kirkman e J. Scott)


Continuação de um excelente fim-de-semana para todos!
:-)

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Herança II

(a propósito disto - e tantas histórias que eu tenho para contar...)
*
A Rosalia casou com o Joseph (judeu convertido ao catolicismo) e deste casamento nasceram oito filhos, entre eles a Maria Teresa.
A Maria Teresa casou com o António Maurício (de ascendência espanhola) e deste casamento nasceram cinco filhos, entre eles a Maria Teresa, nascida na Mina de São Domingos.
A Maria Teresa casou com o José Joaquim, do Porto, e deste casamento nasceram dois filhos: o primeiro chamava-se José, nascido em Boticas.
*
Entretanto,
a Maria Rosa (nascida em Luanda) deu cinco filhos ao António (de ascendência portuguesa e indiana), um deles a Camila, nascida em Luanda.
A Camila casou com o Manuel, de Viseu, e deste casamento nasceram cinco filhos, entre eles a Maria Manuela, nascida em Novo Redondo.
*
O José casou em segundas núpcias com a Maria Manuela e deste casamento nasceram três filhas: a mais velha sou eu, nascida em Benguela, Angola.
*
Em conclusão, pode-se dizer, contabilizando a herança até quatro gerações antes da minha, que sou, mais coisa menos coisa:
- 68,75 % portuguesa,
- 12,5 % angolana,
- 6,25 % espanhola,
- 6,25 % judia e
- 6,25 % indiana.
Safa!
*
E o resultado foi este:

(não se autoriza a reprodução desta imagem)

Adenda: a pedido de algumas famílias :-), esclareço que sei que o Joseph era filho de Salomão, que era filho de Joseph... e por ai fora. Sucede que quis dar primazia às mulheres e a partir do Joseph a árvore genealógica deste ramo dá relevância aos homens. Dixit!

A minha preferida da Alicia Keys

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Do sentido de humor (ou de como palavras ou rótulos dificilmente definem o conteúdo)

(hoje de manhã, à porta da sala de aula, na sequência da reunião que tive ontem com as professoras - que correu muitíssimo bem)
*
*
*
- Não se tiram os sapatos na sala de aula!
(desvia o olhar e sorri)
- Olha para mim; não se tiram os sapatos nem nos deitamos nas cadeiras, pois não?
(continua sem responder, como se não estivesse a ouvir)
- E não se cospe; não se cospe!, é muito feio!
(olha-me bem fundo nos olhos, disfarça mal um sorriso amplo e diz)
- Não se respira...

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

A Casa Grande

Existe um número significativo de portadores de SA que deixa a escola a partir dos 16 anos, surgindo então os primeiros problemas na inserção na vida activa. Embora a legislação portuguesa contemple a possibilidade de recurso ao emprego protegido, na prática tal não se verifica. Com a Casa Grande pretendemos oferecer um espaço de formação e de emprego temporário, favorecendo a integração social e a construção de um projecto de vida futuro, com maior autonomia.
Este projecto só é possível graças a uma parceria com a Câmara Municipal de Lisboa que, mediante um Protocolo assinado em Janeiro deste ano, disponibilizou, pelo espaço de vinte anos renováveis, um edifício que constitui património municipal, situado na Quinta da Granja, Benfica-Lisboa.

*
A APSA ficou responsável pela reconstrução e adaptação das infra-estruturas, orçamentadas em mais de € 500.000,00 (quinhentos mil euros).
Nestes meses, graças a um trabalho de equipa extraordinário de meia dúzia de mães e pais, conseguimos metade do valor em donativos e, sem qualquer experiência anterior nestas lides, vimos a nossa candidatura ao QREN aprovada.
Às vezes custa-me a crer; foi tudo tão rápido... e não, não sou uma mulher de pouca fé :-)

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Je suis ton amoureuse

Segunda-feira a triplicar, yeh!

Porque hoje é segunda-feira e porque nós merecemos, aqui vão não um, nem dois, mas três belíssimos posts!
(porque anda por aí um bloguista a ver se me enerva, humpfrt!)
(Reynaldo Gianecchini)
(Brad Pitt)
e cereja em cima do bolo
(Clint Eastwwod)
(imagens retiradas da net)

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Bom fim-de-semana! :-)

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

E o silêncio não se aldraba.

Quando hoje fui buscar a mais nova à escola, para correr para a terapia, a professora do ensino especial zangou-se comigo: não quero ver a mãe a correr!
Sim, estas duas últimas semanas têm sido um stress absoluto e parece que não há tempo para tudo (ou para nada): um trabalho exigente (e ao qual não tenho dedicado o tempo exigível), a presidência, as viagens de motorista, as terapias, os estudos da mais velha...
Estou, de novo, a viver à tangente das coisas à força de querer ser produtiva, de querer tudo fazer, como nos dizia o Padre Hermínio (um homem espantoso, jesuíta) no retiro espiritual que fiz há exactamente dois anos (sugestão da Rosarinho).
É preciso parar, para a poeira assentar. Fazer silêncio (e o silêncio não se aldraba, como o trabalho…) - naqueles dois dias e meio o silêncio perturbou-me; o não falar ou sequer cumprimentar nem ser cumprimentada, o não olhar para os outros nem ser olhada, olhos nos olhos; eu, que nos últimos seis anos vivo em função de estimular uma menina para os que a rodeiam, senti-me num mundo de autistas. E isso doeu-me.
São as nossas inseguranças e fragilidades, a necessidade que temos de nos afirmarmos perante os outros e perante nós próprios que nos impelem para metas impossíveis: e eis que somos as Martas desta vida, desorientadas e stressadas, transformando a confecção dos alimentos num fim e não no meio. Transformando em absoluto o que é relativo. Impacientes e intolerantes com os outros (e connosco) porque não percebemos/aceitamos que cada um de nós é um campo com trigo e joio e mais do que querer à força exterminar o joio, temos de ser pacientes e deixar o trigo crescer.

Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas, mas uma só é necessária…

Borboleta

Se não falas, vou encher o meu coração
Com o teu silêncio, e aguentá-lo.
Ficarei quieto, esperando, como a noite
Em sua vigília estrelada,
Com a cabeça pacientemente inclinada.


A manhã certamente virá,
A escuridão se dissipará, e a tua voz
Se derramará em torrentes douradas por todo o céu.


Então as tuas palavras voarão
Em canções de cada ninho dos meus pássaros,
E as tuas melodias brotarão
Em flores por todos os recantos da minha floresta.
*
(Rabindranath Tagore)
*
*
*

(poema que me acompanha há meia dúzia de anos no coração; porém, ultimamente, a minha malandra anda a querer começar falar pelos cotovelos - se pensarmos que antes nada dizia, claro... - pelo que, creio, qualquer dia esqueço-me dele :-D)

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Hijo de la rebeldía

Para o Mike, com a confirmação de que sim, nem sempre me é fácil conciliar as minhas variadas, e às vezes contraditórias, facetas :-D



Abre sendas por los cerros,
Deja su huella en el viento,
El águila le da el vuelo
Y lo cobija el silencio.

Nunca se quejó del frío,
Nunca se quejó del sueño,
El pobre siente su paso
Y lo sigue como ciego.

Correlé, correlé, correlá
Por aquí, por allí, por allá,
Correlé, correlé, correlá,
Correlé que te van a matar,
Correlé, correlé, correlá.

Su cabeza es rematada
Por cuervos con garra de oro
Como lo ha crucificado
La furia del poderoso.

Hijo de la rebeldía
Lo siguen veinte más veinte,
Porque regala su vida
Ellos le quieren dar muerte.

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

The truth